
Ao contrário da esmagadora maioria dos membros da minha faixa etária, eu não "saco" filmes. Por vezes, sou mesmo capaz de guiar as minhas pernas ao Clube de Vídeo mais próximo e desembolsar uns cobres para alugar um ou dois dvds. Há alturas em que perco a cabeça e até dou 4,50€ a troco de um bilhete de cinema!
Mas não o faço por ser apologista da filosofia de bolso por detrás daquela calamidade pública que é a curta-metragem publicitária contra o download ilegal, uma autêntica praga que infestou todas as salas de cinema do país há uns anos atrás. Eu simplesmente não fui dotado com a paciência para esperar que um filme "acabe de sacar". Também não sou apologista de correr riscos desnecessários, nomeadamente a possibilidade inerente de a qualidade da imagem não ser minimamente aprazível ao meu olhar, o que está fora de questão.
Com isto em mente, gosto de pensar que após ter conseguido sobreviver a vinte aniversários, com muitos alugueres de dvds e idas a salas de projecções no processo, tornei-me naquilo que alguns percepcionam como "apreciador de cinema". Um bom apreciador de cinema, diga-se de passagem. Um cinéfilo. E o que considero fulcral para um filme ser digno de uma crítica favorável (pelo menos da minha parte) é ter um bom antagonista.
Um bom antagonista é um elemento extremamente útil para uma película cinematográfica. Em primeiro lugar porque todas elas estão dependentes da existência de um protagonista, e ter um obstáculo a ultrapassar é a derradeira motivação de qualquer protagonista. Este obstáculo assume frequentemente uma de duas formas: uma adversidade ou um adversário. Embora não sejam raras as vezes em que um bom protagonista é todo o elenco necessário para uma narrativa adquirir um timbre aceitável de qualidade, um bom antagonista tem a responsabilidade de tornar as coisas mais interessantes. Imensamente mais interessantes.
De seguida passo a enumerar aqueles que seleccionei para figurarem no meu Top 5. Não justifiquei nenhuma das escolhas para não correr o risco de revelar pormenores demasiado importantes das personagens àqueles que ainda não visualizaram o respectivo filme. Não, é mentira, eu estava-me perfeitamente nas tintas se revelava ou não, a pachorra para o fazer é que me faltava.
5. Maléfica (Bela Adormecida)
4. O Joker de Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)
3. O Lestat de Lioncourt de Tom Cruise (Entrevista com o Vampiro)
2. Bill (Kill Bill vol. 2)
1. Tyler Durden (Fight Club)
Mas não o faço por ser apologista da filosofia de bolso por detrás daquela calamidade pública que é a curta-metragem publicitária contra o download ilegal, uma autêntica praga que infestou todas as salas de cinema do país há uns anos atrás. Eu simplesmente não fui dotado com a paciência para esperar que um filme "acabe de sacar". Também não sou apologista de correr riscos desnecessários, nomeadamente a possibilidade inerente de a qualidade da imagem não ser minimamente aprazível ao meu olhar, o que está fora de questão.
Com isto em mente, gosto de pensar que após ter conseguido sobreviver a vinte aniversários, com muitos alugueres de dvds e idas a salas de projecções no processo, tornei-me naquilo que alguns percepcionam como "apreciador de cinema". Um bom apreciador de cinema, diga-se de passagem. Um cinéfilo. E o que considero fulcral para um filme ser digno de uma crítica favorável (pelo menos da minha parte) é ter um bom antagonista.
Um bom antagonista é um elemento extremamente útil para uma película cinematográfica. Em primeiro lugar porque todas elas estão dependentes da existência de um protagonista, e ter um obstáculo a ultrapassar é a derradeira motivação de qualquer protagonista. Este obstáculo assume frequentemente uma de duas formas: uma adversidade ou um adversário. Embora não sejam raras as vezes em que um bom protagonista é todo o elenco necessário para uma narrativa adquirir um timbre aceitável de qualidade, um bom antagonista tem a responsabilidade de tornar as coisas mais interessantes. Imensamente mais interessantes.
De seguida passo a enumerar aqueles que seleccionei para figurarem no meu Top 5. Não justifiquei nenhuma das escolhas para não correr o risco de revelar pormenores demasiado importantes das personagens àqueles que ainda não visualizaram o respectivo filme. Não, é mentira, eu estava-me perfeitamente nas tintas se revelava ou não, a pachorra para o fazer é que me faltava.
5. Maléfica (Bela Adormecida)
4. O Joker de Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)
3. O Lestat de Lioncourt de Tom Cruise (Entrevista com o Vampiro)
2. Bill (Kill Bill vol. 2)
1. Tyler Durden (Fight Club)

4 comentários:
Olá tás bom?
Vim cá parar via Facebook e confesso que... fiquei mesmo bué surpreendido! Pela qualidade do texto.
Não te tinha como burro mas sabes como é. A malta vê-se no bar à noite e pouco mais!
Mesmo bom! Vais parar direitinho à caixa dos fav's!
Abração
Para grande infelicidade minha, não posso passar todo o meu tempo a vaguear de bar em bar à noite. Mas confesso que isto de escrever o que me dá na real gana também é agradável.
muito bom post. mas o joker protagonizado por jack nicholson sempre me meteu mais medo ..
Fight Club é que sim. Um grande filme.
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