domingo, 14 de fevereiro de 2010

Ironia de Fino Recorte

A verdade é que eu nunca gostei de blogues. Sempre os cataloguei como uma trivialidade de calibre internacional, trajada nas sedas da vulgaridade e carecida do mais ténue vestígio de originalidade. Algo digno apenas do meu escárnio, independentemente dos seus conteúdos, estivessem estes mascarados de um comentário de teor político ou de uma receita para Cozido à Portuguesa. E no entanto, os seus encantos provaram ser menos superficiais do que a minha relutância em juntar-me ao rebanho. Hoje decidi que para alcançar um vislumbre da minha realização pessoal era absolutamente essencial criar um blogue que carregasse a minha assinatura. Ninguém me obrigou; foi um capricho da minha livre e espontânea vontade. Mas confesso que existe algo de sublime no conceito de partilhar as nossas ideias e opiniões com o resto do mundo. Confesso que é reconfortante saber que as nossas palavras não estão destinadas exclusivamente ao exílio nos confins do nosso pensamento e que podem ousar ser lidas pelos nossos contemporâneos. Confesso que não tinha nada melhor para fazer com o meu tempo livre.

3 comentários:

Nucha disse...

Olha que assim o teu tempo livre é bem produtivo!
Adoro o título... Não me chamo Alice nem escrevo Maravilhas como tu mas podes estar certo que te visitarei. Agora quanto à cerveja...tens que ser tu a ir buscá-la!!!

Jacques le Fabuleux Mangeur de Crêpes disse...

Convencer pessoas a irem-me buscar cerveja nunca foi o meu forte. Mas fico muito agradecido por te teres dado ao trabalho não só de ler a minha primeira entrada no blogue como também de a comentar. Decerto que deve ter requerido um esforço hercúleo!

Mas em toda a seriedade, obrigado.

Liliana/Blewmethod disse...

Pois, eu acho que ele preferia não ser um crêpe mas ter crêpes. Algo me diz que sim

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