
Chega uma certa altura nas nossas vidas em que algum malcriado se lembra de fazer esta pergunta. É inevitável. A música corre nas nossas veias, foi esculpida no nosso código genético sem que tivéssemos direito a um voto na matéria. Ela subsiste e prospera numa realidade com que somos confrontados constantemente: ninguém fica indiferente perante a música. Mas todos nós temos um paladar diferente para a saborear. É daí que surge a curiosidade que orquestra esta pergunta insolente: as pessoas preocupam-se em saber se fomos dotados com bom gosto ou não. E os juízes disso são, como já era de esperar, as preferências pessoais que lhes ditam aquilo que é agradável ou desagradável aos seus ouvidos. Sejam estas refinadas ou atrozes.
Confesso que nunca soube como responder adequadamente a esta questão. No que toca à música, os meus gostos só podem ser comparados a uma espécie de metamorfose (algo que teima em estar em constante mutação) e isso deve-se ao meu hábito de perpetuar consistentemente a longevidade dos meus horizontes musicais. Um hábito que começou por ser apenas uma cortesia da minha inclinação em ouvir coisas diferentes sempre que tenho essa possibilidade. Mas se alguma vez tive uma predilecção por algo que se assemelhasse a uma derradeira banda favorita, foi pelos Opeth.
Eis o porquê:

2 comentários:
Gostei da forma como anuncias, talvez a tua banda favorita.
Nice taste!
A minha onda, igualmente melódica, é um pouco mais acelerada! Metallica, Megadeth, Muse, Rammstein...
Mas a "Cavalgada das Valquírias" e as "4 Estações" também estão bem colocadas lá no topo das preferências, daí compreender o que pretendes transmitir!
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