Estimo de muito mau gosto quando as pessoas nos fazem desperdiçar tempo. Particularmente no que diz respeito à blogosfera, ao redigirem textos privados de qualquer relevância para os nossos interesses nos insípidos 'diários digitais' a que têm o atrevimento de chamar de blogues. Caso esteja a ser demasiado críptico, refiro-me a todas aquelas manifestações linguísticas dolorosamente monocórdicas de proporções francamente despropositadas que circulam pela Internet sob a designação de posts, sem que ninguém tenha o bom senso de notificar as autoridades competentes da sua existência. Uma existência que devia ser urgentemente ilegalizada, tendo em conta que estes posts resumem-se essencialmente em dissertações ricas em futilidades, mas muito pobres em temas dignos de ser abordados.
Odeio solenemente alcançar o fim de um post e chegar à conclusão de que ele não contribui rigorosamente nada para a minha gratificação pessoal. E como se isso não bastasse, também foi um desperdício de tempo inqualificável. Só de me recordar dos minutos valiosos que poderiam ter sido aproveitados para me dedicar a algo de minimamente produtivo em vês de estar a ler blogues fico mal disposto. Detesto, alias, abomino perder o meu tempo com banalidades sem interesse nenhum.
Exactamente como eu acabei de vos fazer perder agora.

E com isto fiquei subitamente com uma enorme vontade de ir à casa de banho.









