
Todos os Homens são surpreendentemente destros no que toca a métodos criativos para ocupar os seus tempos livres. Muitos de nós são capazes de ficar a olhar fixamente para um ecrã de televisão durante noventa minutos seguidos, antecipando ansiosamente o resultado final de uma partida daquilo a que eu gosto de chamar "A actividade física mais irrelevante para os meus interesses de todos os tempos" (mais popularmente conhecida como Futebol), um desporto que consiste estritamente em pontapear uma bola de couro de um lado para outro dentro de um campo rectangular até um sujeito trajado às riscas anunciar, através do seu fiel apito, que já está farto daquela merda e que quer ir para casa. Outros albergam uma paixão desmedida por veículos motorizados de todas as formas e tamanhos, ignorando completamente o facto de eles terem sido originalmente concebidos para transportar pessoas e não para serem admirados ou idolatrados. Um escasso número de nós ainda se preocupa em interagir com outros seres humanos, porém mesmo dentro dessa minoria há uma facção que padece do mau gosto de preferir a companhia do sexo masculino à imensamente mais interessante companhia do sexo feminino. Mas independentemente de orientações sexuais, todos nós temos uma coisa em comum: adoramos jogos de vídeo.
Lamentavelmente é verdade: tal como todos os outros organismos multi-celulares da minha espécie, eu desperdiço horas inteiras da minha vida em realidades virtuais com uma regularidade e consistência dignas de um relógio suíço. Porquê? Porque matar pessoas na vida real é um delito punido pela lei penal e há alturas em que é a única coisa que me apetece fazer. E também porque às vezes simplesmente quero vestir a pele de um cavaleiro de armadura reluzente e salvar uma donzela com um decote generoso das garras de um dragão capaz de produzir napalm natural na sua garganta.
Felizmente não sou o único. Acho eu.

2 comentários:
Não és, definitivamente, o único.
Tou com o RR :)
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