quarta-feira, 31 de março de 2010

Se não existissem tinham de ser Inventados


Existem três coisas capazes de captar a nossa atenção para um filme: cartazes promocionais de proporções bíblicas figurando o elenco feminino do mesmo em trajes menores, um breve conjunto de excertos da película, privilegiando várias cenas com o dito elenco feminino, montados para efeitos de divulgação sob a forma de um trailer, e finalmente, o seu título. Apesar de não ser um critério tão relevante como os seus dois antecessores, o nome de um filme não deixa de ser um factor a ter em consideração antes de decidirmos se realmente vale a pena gastar as calorias necessárias para sair dos nossos respectivos habitats naturais em rumo à sala de projecções mais próxima.

Mas há casos de filmes que foram baptizados com nomes tão sensacionalmente ridículos que nos rendemos à tentação de os visualizar, ignorado pormenores tão triviais como críticas universalmente negativas.

Este é o meu Top5 desses casos:

1. Hot Tub Time Machine



2. Zack and Miri make a Porno



3. Men who stare at Goats



4. Young People Fucking



5. Lesbian Vampire Killers



sábado, 27 de março de 2010

44 Minutos de Rock Puro, Duro e Cru




É exactamente isso que vocês estão a pensar: se o meu bom gosto musical fosse feito de morangos eu estaria a beber muitos batidos neste momento. E sim, é verídico, os Scorpions lançaram o seu décimo sétimo álbum de estúdio.

Dá pelo nome de Sting in the Tail, é estupidamente bom, não precisam de me agradecer por vos ter chamado a atenção à sua majestosa existência e agora pelo amor de alguma coisa façam um favor a vocês mesmos e oiçam-no do princípio ao fim.

É tudo por hoje.



Alguém me consegue explicar como é que uma banda alemã com mais de 45 anos ainda é capaz de compor uma "malha" deste calibre? E como se isso não bastasse nem se quer é a melhor do repertório do disco!

terça-feira, 23 de março de 2010

Quando a Vida Real fica demasiado Aborrecida



Todos os Homens são surpreendentemente destros no que toca a métodos criativos para ocupar os seus tempos livres. Muitos de nós são capazes de ficar a olhar fixamente para um ecrã de televisão durante noventa minutos seguidos, antecipando ansiosamente o resultado final de uma partida daquilo a que eu gosto de chamar "A actividade física mais irrelevante para os meus interesses de todos os tempos" (mais popularmente conhecida como Futebol), um desporto que consiste estritamente em pontapear uma bola de couro de um lado para outro dentro de um campo rectangular até um sujeito trajado às riscas anunciar, através do seu fiel apito, que já está farto daquela merda e que quer ir para casa. Outros albergam uma paixão desmedida por veículos motorizados de todas as formas e tamanhos, ignorando completamente o facto de eles terem sido originalmente concebidos para transportar pessoas e não para serem admirados ou idolatrados. Um escasso número de nós ainda se preocupa em interagir com outros seres humanos, porém mesmo dentro dessa minoria há uma facção que padece do mau gosto de preferir a companhia do sexo masculino à imensamente mais interessante companhia do sexo feminino. Mas independentemente de orientações sexuais, todos nós temos uma coisa em comum: adoramos jogos de vídeo.

Lamentavelmente é verdade: tal como todos os outros organismos multi-celulares da minha espécie, eu desperdiço horas inteiras da minha vida em realidades virtuais com uma regularidade e consistência dignas de um relógio suíço. Porquê? Porque matar pessoas na vida real é um delito punido pela lei penal e há alturas em que é a única coisa que me apetece fazer. E também porque às vezes simplesmente quero vestir a pele de um cavaleiro de armadura reluzente e salvar uma donzela com um decote generoso das garras de um dragão capaz de produzir napalm natural na sua garganta.

Felizmente não sou o único. Acho eu.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sonhos e aspirações de uma Mente Depravada


Devido a motivos que insistem em permanecer inconfessáveis, hoje decidi deixar a minha falta de consideração pelas vossas susceptibilidades respirar e dar-vos a conhecer as minhas mais íntimas e insaciáveis ambições. Porém, como ultimamente tenho padecido de um sério défice de poderes descritivos, temo que o que se vai seguir consiste lamentavelmente numa parafernália de imagens, provenientes das profundezas da Internet, que tomei a liberdade de seleccionar para ilustrar os desejos imoderados de glória em questão.

E agora, sem mais cerimónias, vou começar pela primeira coisa que me veio à cabeça quando decidi abordar este tema:

Ser o orgulhoso dono de um elegante mamífero digitígrado, da ordem dos Felídeos, propriamente domesticado.



Comprar esta t-shirt.



Dar asas ao meu lado mais artístico.



Apertar a mão deste cavalheiro.



Oferecer isto ao Marylin Manson como prenda de anos.



Arranjar uma cópia deste CD.



Ser recrutado por um gang de rua (daqueles mesmo maus como as cobras).





Aprender com o Mestre.



Solucionar esta questão.



Amavelmente exemplificar o que acontece quando me vêm dizer que sou parecido com o Edward Cullen.



Mascarar-me como deve ser no Carnaval.



Tornar-me no maior mestre de Pokemons de todos os tempos.



terça-feira, 16 de março de 2010

Maravilha do Mundo Moderno Nº99



Um Blogue com Banda Sonora.

Escuso dizer que está fenomenal.

(Fui eu que a escolhi)



1. ACDC- Shoot To Thrill
2. Salute Your Solution By The Raconteurs
3. Suspicious Character By The Blood Arm
4. Guns N Roses- Sympathy For The Devil
5. Iron Maiden-2 Minutes To Midnight
6. Wolfmother - Dimension
7. Right In Two By Tool
8. Jon Oliva's Pain - The Dark
9. JET - Rip It Up
10. Cherry Lips By Garbage
11. Fever By Peggy Lee
12. Rick James & Ike Turner - Love Gravy
13. GLORIA JONES- "TAINTED LOVE"
14. Emilie Autumn - Gentlemen Aren't Nice
15. Glory Box By Portishead
16. Down In Mexico - The By Coasters
17. Michael Buble Spiderman Theme
18. À Tout Le Monde By Megadeth
19. Far Gone Now By Vaya Con Dios
20. Muse - Feeling Good

quinta-feira, 11 de março de 2010

Há dias em que só me apetece "encher chouriços"


Ultimamente tenho estado a considerar palavras que começam com a letra S.

Sequela - Obra cinematográfica ou literária cuja história ou enredo serve de continuação a uma anterior (ex.: está previsto que a sequela deste filme vai transportar as nossas mentes para outra dimensão e mudar o rumo das nossas vidas permanentemente).



Sanidade - Qualidade do que é são.



(Algo que este cavalheiro nunca deve ter ouvido falar)

Sinfonia - Reunião de vozes ou sons; harmonia.



segunda-feira, 8 de março de 2010

Um bitoque bem servido.




As expectativas eram altas. A antecipação ameaçava tornar-se palpável. A estreia da última criação de Tim Burton era o grande acontecimento da semana e não havia tempo para discussões. Até mesmo comprar um balde de pipocas acompanhado de 33 cl. de Coca-Cola estava fora de questão.

E após deleitar os meus olhos com aquilo que só pode ser descrito como um exuberante banquete de efeitos especiais capaz de nos fazer questionar a nossa percepção do tecido da realidade, posso assegurar-vos que não saí da sala de projecções nº1 do Allegro de Alfragide arrependido por ter acabado de desembolsar uns relutantes 2,50€ extra pelo bilhete que me deu acesso ao fatídico antro; um gasto de dinheiro justificado apenas pela inclusão de um par de óculos ridículos que, para além de desafiarem todas as leis da estética e do bom gosto, permitem-nos alegadamente visionar o grande ecrã a três dimensões. Felizmente o filme não dependia desse "adereço" para agradar o seu público, vistos que a única coisa que ele acrescentou foi uma sensação mais acentuada de profundidade às imagens perfeitamente dispensável.

De facto, Alice no País das Maravilhas é uma longa-metragem de proporções bíblicas que atinge os seus ambiciosos objectivos sem estar dependente do auxílio dessas modernices desnecessárias. No entanto, e para grande desânimo meu, é um filme que não almeja ir para além do que já se esperava de uma película da autoria de Tim Burton, o que por si só, é quase imperdoável quando temos em conta todo o potencial do seu elenco (liderado por excelentes desempenhos da parte de Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Mia Wasikowska) e os recursos colossais que estiveram à disposição do seu realizador.

Mas para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de levantar o cu do sofá para o ir ver, não pensem por um único instante que se trata de uma adaptação literal das obras de Lewis Carrol. Preparem-se antes para uma adaptação inconfundivelmente "burtoniana" dos romances do célebre escritor britânico.

A verdade é que Burton, apesar de não ter tido quaisquer crises de consciência em se servir descaradamente das inesquecíveis personagens oriundas do imaginário de Carrol, bem como de uma mão cheia de elementos chave da sua narrativa, compôs uma produção cinematográfica protagonizada por um enredo substancialmente diferente (e bastante mais sombrio) da história original que, embora francamente insípido em comparação ao que o cineasta californiano nos tem vindo a habituar, só poderia ter ganho vida através do engenho de um realizador do seu calibre. Todavia, e tendo vislumbrado o resultado final, confesso que fiquei com a ligeira impressão de que um certo alguém estava a dar voltas na sua campa desenfreadamente.

A melhor maneira de sumariar a essência do filme é através do recurso a uma comparação: A Alice no País das Maravilhas de Tim Burton é exactamente como um bitoque bem servido. Mata a nossa fome no momento em que o devoramos sem dó nem piedade, e no entanto não nos deixa completamente satisfeitos. Mas quem é que é capaz de recusar um bom bitoque?

Deixo-vos agora com uma das minhas cenas favoritas do filme para aguçar o vosso apetite.



Apesar de não dizer um único enigma durante o filme inteiro, o Gato de Cheshire a la Burton para além de ser a adaptação mais original do felino fictício até hoje, é também sem sombra de dúvida o gato gerado a computador mais charmoso que alguma vez vi.

sábado, 6 de março de 2010

Alfred Hitchcock




Ele era um amor de pessoa.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Simplesmente Genial.




E surpreendentemente educacional.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Uma Recomendação a ter em Consideração


Não é com frequência que me apanham a ler um livro. Não é com frequência que me deleito a ler um livro. Não é com frequência que recomendo um livro com mais de trezentas páginas de conteúdo, no sentido prático de interpretar o que nele foi escrito (a maior parte das minhas recomendações literárias vem de mãos dadas com intuitos de teor estético) e certamente não é com frequência que me dou ao trabalho de justificar os meus motivos para favorecer uma obra em particular com as minhas palavras. Portanto é melhor prestarem atenção ao que vou de seguida anunciar:


Este livro foi a melhor coisa que já aconteceu ao universo da literatura fantástica desde a impressão em série dos manuscritos de John Ronald Reuel Tolkien. Comprem-no. Leiam-no (mais do que uma vez se for realmente necessário). Ergam um santuário pagão para venerar o seu autor. Mas pelo amor de Deus, façam alguma coisa de interessante com ele. E depois arranjem maneira de convencer as vossas corjas a fazerem o mesmo, nem que seja só para acrescentarem um tema de conversa decente ao vosso repertório de aptidões sociais. As vossas vidas não dependem disso, mas garanto-vos que vão melhorar substancialmente se o fizerem.

Substancialmente.


terça-feira, 2 de março de 2010

Está prestes a estrear




E podem crer que eu vou lá estar.

Nem que o Inferno tenha que congelar.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Inspiração na Indignação.


Estou irritado.
Irreversivelmente frustrado.
Sobrecarregado com raiva e completamente danado.
Já nem sei para onde me virar e isso deixa-me desconcertado.
Há alturas em que a vida não corre de todo como planeado.
Por favor livrem-me deste cabo dos trabalhos desgraçado.

"Acalma-te e respira fundo."
De facto isto ainda não é o fim do mundo,
e recuso a render-me à adversidade como um moribundo.

Desde que não me confisquem os artifícios modernos,
deixem-se de formalidades e libertem os Nove Infernos!
Quando a vontade não é pequena vencemos tudo aquilo que quisermos.




"Iika, Simon. Wasuren na. Omae wa shinjiro. Omae ga shinjiro ore demo nai. Orega shinjiro ore demonai. Omae ga shinjiru... OMAE WO SHINJIRU!"


(Só pessoas extremamente fixes é que vão perceber esta última parte)